Religando a rede da vida: Reconexões de interações e a robustez de redes ecológicas

Postagem fornecida por VINICIUS A. G. BASTAZINI, JEF VIZENTIN-BUGONI and JINELLE H. SPERRY

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Perda de espécies e efeitos em cascata

Scale-throated Hermit (Phaethornis eurynome). ©Pedro Lorenzo.

Rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome). ©Pedro Lorenzo.

Minimizar os efeitos do atual processo de extinção em massa do Antropoceno se tornou um dos principais desafios da nossa era. Os dados sugerem que a taxa atual de perda de espécies é 100-1.000 vezes maior do que as taxas de fundo observadas no registro geológico. “Mas realmente importa se uma espécie é perdida?” Essa questão que permeia os debates sociais e políticos, geralmente para desqualificar os esforços de conservação, também tem intrigado os cientistas da conservação.

Sabemos que as espécies não ocorrem sozinhas em seu ambiente. Elas estão  interligadas por suas interações ecológicas, formando redes complexas. Nessas redes, a perda de uma espécie pode resultar em um efeito dominó, culminando na perda secundária de outras espécies. Esse processo é conhecido como co-extinção. As estimativas da magnitude das taxas de extinção passadas e futuras muitas vezes falharam em explicar a interdependência entre as espécies e as conseqüências da perda primaria de espécies. Continue reading