Limitações e benefícios da técnica de contagem de itens: considerações sobre o uso de novos métodos em Conservação

publicação no blogue FORNECIDO POR AMY HINSLEY E ANA NUNO

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Novas ferramentas de conservação

Muitos desafios em conservação estão diretamente relacionados com o comportamento humano. Quer seja a recolha excessiva de uma orquídea rara no Sudeste Asiático, ou a compra e contrabando dessas orquídeas por colecionadores na Europa, entender a magnitude e a natureza desses comportamentos é essencial para lidar com as ameaças que eles podem causar. Isso levou os investigadores e profissionais da área de conservação a começarem a olhar para fora da sua própria disciplina, de modo a encontrar métodos e abordagens das ciências sociais para melhorar a nossa compreensão sobre estas questões complexas.

Assistente de investigação a realizar um estudo recorrendo a TCI sobre o uso de produtos de medicina tradicional com bílis de urso na China. © Chen Haochun.

Assistente de investigação a realizar um estudo recorrendo a TCI sobre o uso de produtos de medicina tradicional com bílis de urso na China. © Chen Haochun.

Embora esta interdisciplinaridade seja um passo positivo para a conservação, é importante tratar esses “novos” métodos com cuidado e entender as suas limitações. Se não o fizermos, existe o risco da nossa nova caixa de ferramentas, repleta de métodos interessantes que soam bem em candidaturas a financiamento, na verdade não melhorar aquilo que nós geralmente já fazemos ou, em casos extremos, até piorá-lo.

Tendo isto em conta, um grupo de cientistas sociais em conservação, liderado por investigadores das Universidades de Oxford e Exeter, decidiu examinar em profundidade um desses “novos” métodos, fornecer recomendações sobre quando e como ele deveria ser usado, e quando não deveria. O artigo, disponível gratuitamente na revista científica Methods in Ecology and Evolution nesta semana, examina a Técnica de Contagem de Itens (TCI), que tem sido cada vez mais usada em conservação para fazer perguntas sobre tópicos “sensíveis”. Continue reading